
O vereador Marcelo Ramos (PSB) protocolou, na Justiça uma ação
popular com pedido de liminar, solicitando a suspensão da homologação do
pregão presencial 013/2010, referente à compra de 15 mil cestas
básicas pela Prefeitura de Manaus.
A homologação ocorreu na
semana passada, com a vitória da empresa AMG de Muniz, que cobrou,
inicialmente, R$ 77,10 por cesta. Segundo a Secretaria Municipal de
Comunicação (Semcom), após negociação da Comissão Municipal de Licitação
(CML), o preço baixou para R$ 68.
A ação, protocolada pelo
vereador na semana passada, deverá ser distribuída amanhã (30) a uma das
duas Varas da Fazenda Pública Municipal do Fórum Henoch Reis. A
distribuição deveria ocorrer hoje, mas não haverá expediente por conta
da posse do desembargador João Simões como novo presidente do Tribunal
de Justiça do Amazonas (TJAM).
Para o vereador, ao negociar o
decréscimo no preço, a Prefeitura confirmou a suspeita de fraude. Há
duas semanas, Ramos denunciou a existência de um ‘superfaturamento’ na
licitação. A empresa AMG de Muniz tinha o quinto valor mais caro em
relação às concorrentes.
Legalidade
O
presidente da Comissão Municipal de Licitação (CML), Paulo Câmara,
afirmou que a “prática de conseguir reduzir os preços dos produtos
licitados pela Prefeitura de Manaus é comum e não implica em nenhuma
ilegalidade, tampouco em sobrepreço das cestas básicas adquiridas para
Semasdh”.
Segundo Câmara, a CML tem liberdade para negociar os
preços. Ele negou a existência de sobrepreço nas compras das cestas
básicas. “Isso é falso”, disse.
Fonte: Diário do Amazonas