A Câmara Municipal de Manaus aprovou nesta quarta-feira, 10, o Programa
Pague Fácil 2 da prefeitura de Manaus, que facilita o pagamento de
débitos de qualquer natureza junto à Fazenda municipal, em até 24
parcelas e sem multa. Os vereadores também aprovaram pareceres
favoráveis da 2ª e da 3ª Comissões ao Projeto nº 34 do Executivo, que
extingue e cria cargos na administração municipal e deliberaram outros
dois projetos encaminhados pelas mensagens 05 e 09, que ganharam
respectivamente os números 39 e 56.
O Projeto de Lei º 018/2010,
oriundo da Mensagem 01/2010 do Executivo Municipal, que cria o Programa
Pague Fácil 2, vai à sanção do prefeito Amazonino Mendes. Na discussão
e votação final houve debate dos vereadores Marcelo Ramos (PSB) e
Wilker Barreto (PHS), o primeiro se contrapondo quanto à questão dos
créditos retidos e não recolhidos do ISS cobrado a empresas
terceirizadas, e o segundo defendendo o teor do projeto.
Para Marcelo Ramos, a retenção de créditos do ISS de terceiros por
empresas contratantes de serviços e o seu não recolhimento constitui
crime e deve ser passível de punição. "É crime de apropriação indevida,
e essa prática gera prejuízos aos cofres do município, portanto, a lei
premia que comete esse crime", questionou o vereador, que propôs por
meio de emenda a retirada desse benefício da lei.
Por seu turno, Wilker Barreto defendeu a prefeitura explicando que o
benefício se refere unicamente a débitos já vencidos, ou seja,
viabiliza a recuperação de débitos já contraídos com o município. A Lei
alcança os contribuintes que até dezembro de 2009 não pagaram ao
município seus débitos de ISS. "O município não renuncia a dívidas
futuras, é só ler o primeiro artigo, mas sim, possibilita a recuperação
de créditos que somam mais de R$ 2 bilhões. Nós não estamos abrindo mão
de receita, estamos recuperando créditos", disse ele.
Marcelo Ramos também questionou o Projeto de Lei nº 34/2010 do
Executivo, que extingue a cria cargos na administração municipal, com o
objetivo de regular o andamento da atividade administrativa e dar
solução definitiva à substituição dos empregados temporários por
ocupantes de cargos efetivos. Segundo ele, a prefeitura, ao tocar a
nomenclatura dos cargos de nível superior para de nível técnico "tenta
se desobrigar do cumprimento do piso salarial das categorias atingidas
pela lei".
O vereador também pediu a recriação do cargo de Geógrafo, "que é um
profissional necessário para uma série de procedimentos no âmbito da
administração municipal". Nessa proposta recebeu o apoio dos vereadores
José Ricardo (PT) e Leonel Feitoza (PSDB) que, em reunião com uma
comissão de geógrafos fora informado de que eles haviam feito um acordo
com a liderança do prefeito Amazonino Mendes no sentido de serem
recriados os cargos na nova lei.
Entrando na discussão, o vice-líder do prefeito Homero de Miranda Leão
(PHS) informou que o acordo "é verdadeiro, recebemos a comissão e
apresentamos emenda corrigindo o lapso". Sobre outra questão levantada
por Marcelo Ramos, a respeito do valor do salário base constante na lei
ser abaixo do salário mínimo (R$ 415,00), Homero lembrou que este é
apenas o salário base e não o vencimento total". Ele disse ainda que
tem o compromisso do secretário de que o salário base será corrigido
pelo valor do mínimo.