Coluna do Alfredo


Reservas em dólar batem recorde

19/07/2009

"Trata-se de uma democracia madura, com uma economia diversificada e uma população jovem e adaptável, fazendo a festa com cada vez mais empregos estáveis e melhores salários";

"O Brasil é também uma potência em ascensão nos setores de alimentos e indústria, um futuro grande exportador de petróleo e o quarto mercado do mundo de ações e derivativos.";

“... estradas e infra-estrutura dilapidadas, motoristas 'barbeiros', crimes violentos e a aceitação de que a corrupção é algo normal”.

É assim que o Financial Times, jornal que não tem como comentaristas econômicos a Miriam Leitão, o Sardemberg e tampouco o Bosco Fonseca, o nosso querido “Arroz”, se refere ao Brasil e como o governo e o setor privado vem conseguindo se desvencilhar da crise.

A pergunta de sempre: Qual o momento certo para investir? Para quem dirige empresas bem administradas o momento sempre foi e será aquele em que os preços ficam baixos. Ou seja, na crise é que se cresce. Portanto a hora de investir, para Stephen Kanitz, por exemplo, é agora, pois caso contrário, não crescerá no ano que vem.

Falar que tudo está as mil maravilhas seria mentiroso, mas para quem acreditou que o fim do mundo estava próximo com a chegada da “maior crise econômica desde 1929”, as notícias são alvissareiras. Começando pela retração de 1% da economia americana que está bem longe da catástrofe anunciada, passando pelo crescimento recorde da nossa indústria automobilística e chegando a primeira alta na produção industrial européia desde agosto de 2008. Isto sem falar da valorização de cerca de 200% no semestre no preço das ações de algumas construtoras. E olha que neste caso, o das construtoras, o governo (?) de São Paulo boicota o programa federal, “minha casa, minha vida”.

E os bancos? O setor que mais foi afetado pelo tremor da economia mundial começa a mostrar que a coisa não foi tão feia assim. Dos quatro maiores bancos americanos, três já divulgaram os resultados do segundo trimestre deste ano. E não é que conseguiram resultados melhores do que há um ano. O outro detalhe é que todos lucraram.

Desce mais uma. Não, não é o Fluminense rumo a segundona. Dados divulgados pela consultoria Nielsen mostram um crescimento de 4% no consumo de cerveja no mês de maio. O faturamento aumentou mais ainda com cerca de 9,1% chegando a 5 bilhões de reais. A Ambev está na frente com 68,9% de participação no mercado, seguida pela Schincariol com 12,5% e pela Cervejaria Petrópolis (Itaipava) 9,4%.

O setor financeiro lidera o ranking de autuações aplicadas às empresas paulistas pela Receita Federal. No primeiro semestre deste ano, essas instituições foram autuadas em R$ 4,319 bilhões. Estas autuações resultam de mudanças contábeis para redução do lucro tributável. A Receita discordou das mudanças e aplicou as autuações.

Esse crescimento das autuações é resultado de mudanças nas regras de fiscalização conduzidas pela ex-secretária Lina Maria Vieira para intensificar o combate à sonegação de tributos federais, como o IR (Imposto de Renda), o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). E ainda tem gente dizendo que o problema foi a multa aplicada à Petrobras.

Para finalizar com chave de ouro: 209,576 bilhões de dólares pelo conceito de liquidez. Este é o valor das reservas internacionais do Banco Central brasileiro. E de pensar que antes, qualquer passo em falso, recorríamos ao FMI.